terça-feira, 2 de setembro de 2008

Elogio a Ismael Nery

Eu sou a que segue os passos do profeta,
Eu sou aquela que fala, mas ninguém ouve.
Eu sou a filha que Ismael não teve.
Eu sou o tempo...
Com meu espírito eu canto o canto dos poetas.
Da inspiração que transborda de Ismael, eu sou Luz.
Eu sou aquela que toca e se retoca, as telas da minha imaginação.
Eu sou duas, eu sou mulher, eu sou homem,
Eu sou três,
Eu sou o que eu quiser,
Eu sou uma multidão,
Eu sou uma linha, eu me formo e transformo.
Eu sou a mãe, eu sou a filha de Ismael Nery!
Eles não crêem!
Eu sou o choro do filho.
Eu sou a alegria do sol.
Eu sou tudo e todos, eu não sou ninguém!
Eu sou um círculo quadrado, triangular transparente.
Eu sou o céu e o mar,
O seu olhar, o meu olhar.
Eu também, as vezes não gosto de mim.
“Mas eu só gosto de mim e de quem gosta de mim.”


de Maria Nery a filha que Ismael não teve 15/07/2000
@

Essa necessidade visceral,
quase sexual de me expressar para o mundo.
Essa busca incessante de mim mesma.
Da compreensão da vida.
De vê- la de maneira poética
e muitas vezes me deparar com uma realidade extremamente dura
e triste.
Vivo num país pobre, recessivo, corrompido.
Vivo também num país rico,
naturalmente criativo,
de gente alegre,
Com fé, força e muitas raças.
Vejo homens mesquinhos,
Vejo Collors, mas
vejo Betinhos,
Vejo Santos e Marinhos,
e fico cada dia mais radical .
Choro,
fico triste.

Digo Não A Violência!!!
Digo Não A Miséria!!!
Digo Não A Inflação!!!

O medo.
O sexo.
A aids.
A morte
A Vida
em vão
ou
não
De que vale
então
se
não tiver
TESÃO
S O S
Onde coloco meu tesão.
Segura a minha mão, coração!
Bate então aflito, nervoso e triste.
“ A minha alegria atravessou o mar...”
e eu queria saber aonde ela vai ancorar?



Transformação,
mudança,
dinâmica,
vida,
eterno,
enterro.
Não há tempo
para sermos infelizes.
Somos potencialmente felizes.
A Vida,
A cor,
A dor,
A flor,
A mão,
O Pai,
A Mãe,
O Filho,
O Espírito,
O Santo,
O diabo,
A gula,
A fama,
A grana,
Um verdadeiro drama.
3o ato,
3o milênio,
Final dos tempos
Nova Era
“De gente fina, elegante e sincera...’

A mente aberta
alerta
O coração quente
A consciência
A confusão
A dispersão
Típico animal
Um ser dual
Não há nada igual
etc e tal.
Que tal, heim?
Fica bem assim?
Não está marcando demais?
Talvez um pouco indecente.
Eu deveria ousar mais, né?!

Sonho com seu pau
entre as minhas carnudas coxas,
suas mãos nos meus seios,
sua boca na minha,
minha boca no seu pau,
sua boca, sua língua na minha genital.
Seu suor,
sua respiração,
seu olhar,
seu calor,
uma rosa com amor,
e uma rima que não tem mais fim....
Atchim.
Luciana Dau 1995

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Lua adversa
Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Março/2001

Fantásticas
Fantasias
De fantasmas pensantes
Parece que existem
E quando chega perto
Vaza, vazio.

L. Dau
Faço contorcionismos mentais,
malabaris astrais,
palhaçadas monumentais.

Ando na corda bamba
e tento não cair na lama.
Penso logo num samba.


Luciana Dau 2002
Aonde foi que tudo começou?

Fragmentos de sonhos perdidos.
Rupturas, perdas,
e o que passou, passou...

Quebra - cabeça,
queima neurônios,
a cannabis sativa.

Aonde foi que tudo começou?

Estardalhaço no meu coração.
Vias expressas,
veias expostas,
pra quê tanta pressa?!

Aonde foi que tudo começou?

No verbo,
carrego e descarrego
essa história que o homem inventou
e disse que Deus criou.

Das cavernas
Traços de caça.
Do pomar,
o lar.
E a Grande Mãe,
como Deusa.

Aonde foi que tudo começou?

Da costela,
Eva de Adão.

Espermatozóides,
óvulo,
fecundação.

O buraco negro.
O Big Bang,
e a grande explosão.

Aonde foi que tudo começou?


Luciana Dau @ 2002




A PÉROLA E A OSTRA

A pérola nasce da ostra
E a ostra?
Do oceano de Deus
Assim como tu e eu
Tuyuyus, araras e fariseus
A ostra e eu...
Oceano Atlântico, Mar Morto e Mar Egeu

E eu?
Uma pérola,
uma jóia em extinção.

Luciana Dau 2000

A Coisa



Quero falar sobre “A Coisa”.
A coisa pode ser tudo, inclusive eu e você.
Por exemplo, você é uma coisa maravilhosa!
Uma coisa rica, cheia de coisas interessantes.
Ou então, eu fiz uma coisa horrível.
Nossa! Que coisa estranha, essa coisa que você está escrevendo!!!
Você acha mesmo que está dizendo alguma coisa nova?
São coisas interessantes que dizem tudo e não dizem nada a respeito das coisas.
Mas que coisas são essas? Coisas da vida!
Eu não falo coisa com coisa.
Tira essa coisa daqui, essa coisa pega!
É uma coisa que dá da cabeça aos pés.
Coisa de maluco, decifrar o enigma das coisas.
Eu não faço coisa com coisa.
E lá vai a coisa...
Pensando que está fazendo alguma coisa.
Quanto mais específica a coisa, mais complicada a coisa fica.
Vou tentar falar de outras coisas.
O miolo da coisa ou a coisa em si.
Sonhei que a coisa era verde, grande, parecia uma montanha, mas quando chegava perto, a
coisa mudava de cor e ficava pequena como um grão de areia. De repente, a coisa virou um
amontoado de coisas velhas e tristes. Decidi fazer alguma coisa. Lavei coisa por coisa,
depois, escolhi as coisas que queria, e as outras coisas queimei. A coisa ficou preta!
Vi o céu, com um monte de coisas brilhantes. Pensei em quantas coisas eu poderia fazer na
vida. Poderia não fazer nada, apenas contemplar essas coisas lindas do universo. Desmaiei.
Quando acordei, as coisas pareciam mais claras para mim.
E a coisa continua...

19 de dezembro de 2000

de Luciana Dau

A UM AUSENTE



Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Atencipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade
Obras completas p.1405-1406

luliX pandaglia - artista móvel
Por que me intitulo dessa forma?
Através do meu telefone celular, me descobri um tipo de artista gráfica, multimídia. Comecei fazendo umas fotos, interferindo nelas, com os recursos gráficos disponíveis no celular, inserindo textos próprios, de alguns autores consagrados, trilha sonora e textos falados por mim. É uma forma de expressão espontânea tecnológica, virtual, totalmente conectada com os dias de hoje, com o Sec. XXI. A cada descoberta e criação, percebia a influência de um artista. O mais significativo para mim foi o Andy Warhol, o pai da Pop Art.
Imagens, textos, sons móveis, instantâneos, espontâneos, e provavelmente, descartáveis, mas sempre com a possibilidade de armazenamento digital, ou seja, compossibilidade permanência e registro.

Podemos através dessa incrível tecnologia móvel, fazer arte, criar, afetar e ser afetado, despertar e ser despertado: brincar, educar. Uma outra estética: a do celular. Qualquer um que possua um aparelho que tenha função multimídia pode receber essa forma de arte, e de graça. Tanto as operadoras quanto os fabricantes desses aparelhos poderiam bancar e incentivar esse tipo de iniciativa artística.
Assim como Galileu e Freud, a tecnologia também marcou um novo paradigma que mudou radicalmente a forma de nos relacionarmos com as pessoas e com o mundo. Quantos benefícios graças a essas tecnologias. O computador que permitiu que mapeássemos o nosso DNA, as novas drogas que possibilitam o prolongamento de nossas vidas. Clonamos! Pesquisamos células tronco, com o intuito de transplantarmos órgãos, com compatibilidade total. Isto é incrível! Algo nunca visto pela humanidade.

Com o computador e a internet, rompemos as barreiras do tempo e espaço. Podemos nos comunicar com qualquer pessoa no mundo que possua um aparelho conectado na rede. E o celular atualmente já desempenha o papel de computador pequeno e móvel, o que facilita muito a nossa vida corrida, urbana e globalizada. Mesmo quem mora fora dos centros urbanos, também tem disponível essa tecnologia que os aproximam, que nos aproximam uns dos outros. Aproximação intensa entre as pessoas.
Essas foram algumas reflexões que me motivaram a desenvolver esse projeto intitulado arte móvel: Imagens móveis, poemas móveis, Cel. de poemas ou cutucarte. O celular, o computador, a comunicação, a arte, o conhecimento e o afeto a serviço da evolução dos seres humanos.

Uma breve reflexão sobre essas duas frases:

1- “A única coisa fixa que eu tenho na vida é o celular.”
2- “Quando estava presa em casa doente, ganhei mobilidade com o computador.”

Essas duas frases escancaram as nossas contradições. Revelam o quanto nada é absoluto, fechado ou seguro. Os múltiplos significados de uma mesma coisa.
A estabilidade encerra em si mesmo a noção de instabilidade. Esse paradoxo revela a impermanência das coisas, a vida em constante mutação... Por isso, temos tanta necessidade de controlar a vida, mas ela nos escapa, “escorre pelas mãos”.
Como pensar a nova tecnologia móvel, o celular, que levamos para qualquer lugar, como a única coisa fixa na vida de uma pessoa? O que é fixo não muda.?!
O telefone celular pode significar para alguém, segurança, solidez, permanência, eternidade. Pode também representar a alegria de falar com as pessoas que amamos, possibilitando a ilusão de controle e de posse.
A princípio essa frase pode soar estranha, sem nexo ou coerência. Ela descortina o nosso medo diante das mudanças da vida, a necessidade de segurança. Medo da morte, da dor, doença, velhice e impotência diante dela. A angústia de viver nossos conflitos e miséria humana.
O celular é um objeto inanimado, “cheio de vida”, que não tem sentimentos, arroubos e complicações. Podemos ouvir através dele uma série de pessoas com histórias alegres ou tristes, receber todo tipo de notícia. Mas, um aparelho não ri, chora, agride ou morre. Ele quebra, tem conserto, e se não tem, é facilmente substituído por outro, mas uma pessoa não.
Através dele nos comunicamos a qualquer hora, nos lugares mais inusitados, invadindo os espaços públicos, com conversas privadas. Essa genial engenhoca facilita e agiliza ainda mais a nossa vida, permitindo receber e transmitir qualquer tipo de informação, sem hora e local marcados.
O celular também significa status, poder. Somos controlados e controlamos o tempo todo. Poderemos atribuir um grande valor, dependendo da relação que estabelecemos com ele.
Vivemos num país em que o sonho da casa própria está cada vez mais distante. Já o telefone celular próprio, pelo contrário, cada dia que passa, mais pessoas possuem esse aparelho, dando a idéia de que somos donos de alguma coisa importante, concreta e fixa na vida.
A maior parte das pessoas não sabem e não se interessam em conhecer outros recursos disponíveis nesses aparelhos. Se nós soubéssemos utilizar melhor essa tecnologia, certamente faríamos outras escolhas no celular. A partir desse conhecimento prático temos a possibilidade de criarmos formas de expressão mais afetivas, divertidas: multimídia. Suavizamos, despertamos, trocamos através dessa jovem tecnologia móvel, nossa impressões, sensações, emoções, pensamentos, enfim uma série de manifestações.

Proponho uma Campanha de arte no telefone celular, móvel para incentivar esse tipo de comunicação afetiva e exercício da criatividade. Esse aparelhinho pode ser tb uma excelente ferramente para educação, pelo fato de poder acessar a internet. Esse tipo de iniciativa, com crianças e adolescentes é uma maneira de formar consumidores mais preparados, exigentes e criativos. Que possam escolher aquele aparelho que lhe é mais conveniente, atendendo assim as suas necessidades.
Essas são algumas questões em aberto para continuarmos a pensar a respeito dessa nova tecnologia, e seus efeitos sobre a vida de todos nós.
A segunda frase: “Quando estava presa em casa doente, ganhei mobilidade com o computador.”, explicita a versatilidade de um aparelho fixo, que possibilita criar, escrever/reescrever, copiar/colar, deletar, voltar, desenhar, fazer planilhas, contar, trocar informações pelo ciberespaço, falando com pessoas, amigos, família em qualquer lugar do planeta. Visitamos museus virtuais, pagamos contas, pesquisamos em bibliotecas e instituições online, bate- papos, namoro, sexo e etc. e tal...
“Eles – esses recursos e discursos - instauram uma nova lógica: a lógica do excesso, da integração, da interação, do raciocínio ágil, da velocidade, do autodidatismo, da ajuda mútua à distância, da colaboração, da informação sem propriedade, do acesso fácil a qualquer tipo de informação, da ausência de censura, da ausência de controle central, da democracia, da ruptura de barreiras e fronteiras, etc.”1
O universo virtual é ilimitado, vasto, sem fronteiras e regras, onde tudo é permitido. Viajamos pelos mais variados lugares, sites, sem sair do lugar. Isso realmente é impressionante. Recebemos informações a cada minuto. Essa incrível máquina transformou radicalmente o mundo, a noção de tempo, os relacionamentos, o entretenimento, a educação, entre muitas outras coisas que ainda não sabemos.
Estamos vivendo uma outra “ordem mundial”, o conceito de tempo mudou, o sentido de linearidade acabou. Atualmente o tempo é dividido entre o “real” e o “virtual”.
“A modernidade, fundada pela Razão, estabelece mecanismos de controle para que as paixões não governem as ações humanas, para que o homem, racionalmente, organize o mundo e a natureza. Esse modelo entra gradativamente em colapso, instalando uma crise de paradigma na contemporaneidade.” 2
Após a Segunda Guerra (1939- 1945), a sociedade ocidental viveu acontecimentos jamais vistos, inéditos como: a Guerra Fria, o computador, os veículos de comunicação de massa, a sociedade de consumo, o crescimento das grandes redes de auto- estrada e o advento da cultura do automóvel – Estes são alguns traços que pareciam demarcar uma ruptura radical com a antiquada sociedade anterior a guerra.
A década de 60, sob vários aspectos, promoveu o nascimento da pós- modernidade, que estava estreitamente relacionada à emergência dessa nova fase do capitalismo avançado, multinacional e de consumo.
Destacarei alguns traços característicos da pós- modernidade segundo Fredric Jameson (texto “ Pós- Modernidade e Sociedade de Consumo”3): Reações específicas a formas canônicas da modernidade, desgaste das fronteiras que demarcam a diferença entre cultura erudita e cultura popular, dissolução de fronteiras entre as disciplinas ( textos teóricos interdisciplinares, exemplo Michel Foucault), emergência da sociedade pós- industrial (a sociedade das mídias, do espetáculo, do capitalismo multinacional, a sociedade de consumo), o pastiche (mimetismo de outros estilos, paródia que perdeu o senso de humor), a Morte do sujeito ( o fim do individualismo como tal, na sociedade dos mídias, tudo é compartilhado), a moda Retrô, a transformação da realidade em imagens e a fragmentação do tempo em uma série de presentes perpétuos (uma relação esquizofrênica com a realidade).
Antigamente o homem era submetido às leis divinas, a partir da modernidade passamos a ser responsáveis e sujeitos. Com o desenvolvimento da genética e com a clonagem humana, nos tornamos criadores. Se antes éramos criaturas, hoje somos criadores e criaturas prepotentes. Não sabemos aonde isso tudo irá nos levar, mas temos consciência de que jamais seremos os mesmos, que o passado fica realmente muito distante de nós. Não dá para pensar a vida e o homem pós- moderno com a mesma visão do homem moderno. Somos seres desamparados, atravessados pelas descobertas irreversíveis da ciência.
Finalizando a segunda frase, falando dos benefícios dessa maravilhosa invenção. O computador foi um instrumento fundamental na minha recuperação, um importante co-terapeuta. Permitiu-me criar textos, desabafar, aprender e ter prazer em viajar pelo universo online. Ajudou-me a colher dados e a me filiar a fundações internacionais que pesquisam a respeito dessa moléstia a qual tinha sido diagnosticada: doença de Crohn. O fato de ser desconhecida, rara e de não ter ainda uma cura, me deixou completamente assustada e preocupada. Mas o esclarecimento que tive através do contato com essas instituições e com pessoas portadoras da mesma enfermidade também contribuiu intensamente na minha recuperação, assim como, descobrir o prazer de “navegar em mares nunca dantes navegados”, sem precisar sair de casa.


Bibliografia:

1- NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria. Na malha da rede: os impactos íntimos da internet, Rio de Janeiro, Campus, 1998.

2- LONGO, Leila. “Da modernidade à pós- modernidade” , Rio de Janeiro, Universidade Santa Úrsula. S/ data.

3- JAMESON, Fredric. “Pós- modernidade e sociedade de consumo”, New Left Review, n° 146, julho- agosto, 1984.