domingo, 1 de fevereiro de 2009

Baga Cine apresenta uma homenagem a Hélio Oiticica na casa do casal Ana Maria Tavares e Neville d'Almeida...

Visitem o site oficial: Projeto Hélio Oiticica http://www.heliooiticica.com.br
"Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.
É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.[1] Neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos (1945).
Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark e Franz Weissmann.
Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência". O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas e grafismos, e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.
Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970."
Fonte: Wikipédia
Hélio Oiticica (1937-1980)

"Mas é com os Parangolés que Oiticica vai expor aquilo que chamou de cor-estrutura, e foi assim que ele conseguiu sair de todos os suportes tradicionais para fazer o corpo brincar ao propor que os usuários de seu trabalho dançassem ao vestí-los. Os Parangolés são o prolongamento lógico de seu trabalho, como se as cores saíssem das paredes para os panos para sambar sobre os corpos dos passistas da Mangueira ou outros participantes.
Parangolés (1964-1980)
"Isso eu descobri na rua, essa palavra mágica. Porque eu trabalhava no Museu Nacional da Quinta, com meu pai, fazendo bibliografia. Um dia eu estava indo de ônibus e na Praça da Bandeira havia um mendigo que fez assim uma espécie de coisa mais linda do mundo: uma espécie de construção. No dia seguinte já havia desaparecido. Eram quatro postes, estacas de madeira de uns 2 metros de altura, que ele fez como se fossem vértices de retângulo no chão. Era um terreno baldio, com um matinho e tinha essa clareira que o cara estacou e botou as paredes feitas de fio de barbante de cima a baixo. Bem feitíssimo. E havia um pedaço de aninhagem pregado num desses barbantes, que dizia: “aqui é...” e a única coisa que eu entendi, que estava escrito era a palavra “Parangolé”. Aí eu disse: “É essa a palavra”.2 Hélio Oiticica
Fonte: Texto Parangolés de Oiticica/ Favelas de Kawamata
Última modificação 05/01/2007 19:52
Paola Berenstein Jacques



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